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FOTOMEMÓRIA

 

Com muita gratidão, neste 27º. aniversário do jornal, dedicamos esta

página aos nossos colaboradores, escritores e poetas que já não estão entre nós,

mas que deixaram uma forte lacuna neste jornal e uma imensa saudade entre 

seus familiares e amigos

OS ESCRITORES
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     O sociólogo e filósofo SINÉSIO BACCHETTO era formado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira, de Nova Friburgo e em Sociologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da PUC, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Movimento Educação de Base da CNBB e foi sócio da empresa de consultoria Educação, Assessoria e Planejamento e Técnico da Fundação do Desenvolvimento Administrativo do Governo de São Paulo.

     Publicou pela Editora Vozes, o livro 'Educação e Ideologia'' e o livro “Notas e Datas” pela Editora Publicolor– uma coletânea de suas crônicas publicadas no jornal O Comércio do Jahu.

      O médico LUIZINHO DE ALMEIDA PRADO ROCCHI era  otorrinolaringologista e ótimo escritor.

    Por muitos anos publicamos neste jornal seus contos de leitura fácil e gostosa, sempre leves e bem humorados .

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          O médico JOÃO GERALDO GONÇALVES DE ARAUJO era ginecologista e obstetra e um admirador do poeta Décio

Bittencourt. Publicou neste jornal um belo texto que escreveu depois de um parto extremamente difícil.

       Contou-nos que quando chegou em casa, disse à sua mulher Lúcia: “Não sei se escrevo ou se choro” e acabou escrevendo

       O contador MANOLO GALVÃO DE FRANÇA foi, por

muitos anos, o responsável pela contabilidade do Jahu Clube.        Gostava de contar causos e de escrever. Escreveu artigos, crônicas e contos para este jornal e teve vários artigos e opiniões publicados no jornal O Comércio do Jahu e no fórum dos leitores do jornal  O Estado de São Paulo.

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      O Engenheiro Agrônomo JOSÉ MAURÍCIO DE TOLEDO MURGEL era diretor do IRMA – Instituto Rural de Meio Ambiente . Dava assessoria ambiental em Jau e na Região, era cronista da revista agrícola "A Granja" e um forte defensor da agricultura e da pecuária.

       O escritor CONSTANTINO DE ALMEIDA PRADO FRAGA era advogado e esportista em futebol, tênis, remo, vela e jiu-jítsu. Publicava trabalhos jurídicos nas revistas da Faculdade de Direito e Forense e ocupou uma cadeira na Academia de Letras da Faculdade de Direito de São PauloEscreveu as biografias de seu avô Constantino Gonçalves Fraga - ex prefeito de Jahu e de seu pai o jurista e desembargador  José de Almeida Prado Fraga

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      O agricultor JOSÉ DE SAMPAIO GÓES JÚNIOR era escritor e em 1999 publicou o  livro “ Crônicas de Outono” - uma coletânea de suas  crônicas publicadas no jornal O Comércio do Jahu.

OS POETAS

       O médico RODOLPHO MAGNANI FILHO era oftalmologista, esportista no tênis e no futebol e um artista de muitos talentos: pintor, escultor em madeira e em metal e poeta.         Publicou pela Editora  Mídia Press o livro “Escritos, Pinturas, Esculturas e Entalhes." Abaixo, uma de suas poesias:

PERFUME

Perfume de rosa / perfume de jasmim

Perfume do início / perfume do fim .

Perfume da aurora / que vai / que vem .

Perfume da morte / que não engana / ninguém.

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       O escritor ALCIDES BERNARDI era empresário, político, cronista no jornal O Comércio do Jahu, poeta e autor do livro “Cidade do Jahu, Tu És Meu Berço”.  Abaixo, um belo poema seu:

RESIGNAÇÃO

"Se eu fosse escrever hoje, o que diria? 

Que me sinto feliz por ter amor 

e por vencer no meu dia a dia

o tédio, a solidão e a minha dor.

Meu verso no passado eu escrevia, 

sonhando tanta coisa de esplendor. 

Era emoção, prazer e fantasia

enfrentar injustiças sem temor.

A vida ensina sempre como ter 

coragem de enfrentá-la: é oferecendo

resignação p’ra tudo esquecer.

E como isso ocorre, estou compreendendo: 

no perdoar aprende-se a viver 

e tudo o que passou vai-se esquecendo.”

    O arquiteto JOSÉ THOMAZ NABUCO DE ARAUJO, conhecido por todos no clube como ZÉ NABUCO era arquiteto, pintor de traço preciso e marcante e um poeta apaixonado pela literatura brasileira. Publicou vários livros de poemas : Atravessando o Tempo; Algumas Palavras; Revelando e Enquanto o Mundo Gira

      Foi um ótimo e ativo colaborador deste jornal  com poemas Citava sempre uma frase de Pablo Neruda:

“A poesia é um ato de paz. O poeta nasce da paz como o pão nasce da farinha”. Aqui, um de seus belos poemas:

A POESIA

 

A poesia é como um dia de sol 

É como a cidade brilhando

que torna o revólver inútil e sem sentido.

A poesia é a chama,

É o grito de liberdade

É o sonho que nos leva adiante.

A poesia é como o perdão

Que esquece todos os enganos 

E permite a paz entre os homens .

      

A poesia é palavra 

Que acompanha os homens

Em seus dias difíceis .

A poesia não é o tapa nem faca

Mas a flor

Que deita na cama de uma mulher.

A poesia é chama

É o grito de liberdade

É o sonho que nos leva adiante.

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