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    É com imenso prazer que todos os meses reservamos esta página para divulgar os talentos artísticos da nossa cidade e da nossa Região, pois acreditamos que essas pessoas, mestres nas artes plásticas, gráficas, fotográficas, artesanais, musicais e literárias são responsáveis por tornar nossas vidas bem mais sensíveis, alegres e interessantes.

A JOVEM VIOLINISTA E PROFESSORA DE MÚSICA

SARAH MORAES

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Detalhe do Concerto degli Angeli
Gaudenzio Ferrari (1471-1546)

     A história do violino é bem antiga, pois esse instrumento - cujas cordas conseguem fazer vibrar sentimentos cuidadosamente guardados em nossas almas - descende de antigos instrumentos orientais: o Nefer egípcio, o Ravanastron da India, o Rebab árabe, o R’Jenn Sien dos chineses e a antiga Lira dos gregos.  

      Por volta do século X surgiram as primitivas violas: primeiro a Viéle “de rota” utilizada pelos peregrinos em Savoia. Depois, as violas atravessaram a Idade Média e a Renascença dando origem às Violes “da braccio” e as “da gamba”, conforme eram colocadas entre os braços e ombros ou entre os joelhos.

    O primeiro fabricante de violinos foi Gaspar Duiffopruggar, da Bavária, por volta de 1500. Em seguida surgiu na Itália a Escola de Brescia, de Girolamo Virchi e Pellegrino da Montichiari.  Nesse mesmo tempo a construção de instrumentos de arco foi para a cidade italiana, Cremona, com a família Amati, culminando no gênio de Antonio Stradivari (em latim “Stradivarius”). Stradivarius e Guarnierius (Guarnieri del Gesú) legaram ao mundo os violinos mais perfeitos em acústica e beleza.

   A partir da Renascença, até o Século XVIII, a genialidade dos “luthiers” esteve associada à genialidade dos maiores compositores de suas épocas. A Viola d’Amore foi utilizada por Johann Sebastian Bach na composição sacra “A Paixão Segundo S. Mateus” e o próprio Bach inventou a Viola Pomposa com cinco cordas para a qual compôs uma de suas seis suítes.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750)
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     Para se fazer um violino é necessário mais de setenta partes, e para isso diversas madeiras são  cuidadosamente selecionadas . O arco moderno de violino é feito de muitos fios de crina de cavalo ajustados às extremidades de uma peça de madeira longa e curva. Geralmente a madeira preferida é o Pau-Brasil por sua flexibilidade.    O arco para o violinista é como a respiração para os cantores ou instrumentistas de sopro.

  Hoje trazemos aqui a violinista Sarah Trombini de Moraes Joseppin, uma jovem instrumentista e professora de música que sabe manejar o arco com precisão e sentimento, encantando seus ouvintes.

      Sarah tem 22 anos, nasceu e cresceu em Jaú. Estudou na Escola Girassol, no Prevê Objetivo, no Colégio Saint’Exupery e do 8º ao 3º do ensino médio no Colégio Fundação com bolsa integral. Atualmente cursa o 5º ano do curso fisioterapia na Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE Campus Jaú

     O talento de Sarah é natural, pois cresceu no meio de uma família dedicada à música. Sua avó a incentivou a tocar violino desde os quatro anos e sua mãe é proprietária da escola de música Do Ré Mi de Iniciação Musical, há mais de 30 anos.        Aos dois anos, Sarah já acompanhava os alunos no triângulo. Aos quatro anos se apresentou pela primeira vez, numa escola infantil. Aos cinco, tocou Noite Feliz em sua formatura e poucos meses depois, tocou em um casamento, na Igreja Matriz de Jaú, hoje Catedral Nossa Senhora do Patrocínio.

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               Sarah tem seis violinos, de vários tamanhos e diferentes estilos, entre eles dois preferidos feitos por luthiers: um Antonius Stradivarius Cremonenfis Faciebat Anno 2009 e um Nhureson IV n° 156 - série única 07/1985.  Além de tocar com maestria o violino, toca também outros instrumentos: violão, viola clássica, teclado, órgão eletrônico, flauta doce, piano, ukulelê, cajon e pandeiro e interpreta vários tipos de música, desde músicas clássicas, rock até o pop. A musicista também canta, compõe e tem o projeto de lançar uma música autoral nas plataformas digitais ainda este ano.

       Atualmente Sarah se apresenta em casamentos, aniversários, formaturas, recepções e até em velórios. Na escola da mãe, dá aulas de Iniciação Musical e também faz parte da direção.

       Sarah também faz parte de um grupo de pessoas que formam o “Projeto

Outros Palcos” - um projeto voluntário vai aos hospitais tocar músicas para os pacientes em datas comemorativas - como Natal, dia das mães, dia dos pais.  

      É de sua autoria o projeto “Natal em Notas”, quando na véspera de Natal, ela visita residências e apresenta uma mensagem de Natal, através da música. E gosta de afirmar: “Para mim, música gera vida onde não tem, alegria onde imperava a tristeza, consolo para os que estão de luto, calma para um coração angustiado, concentração para uma mente dispersa e paz para uma alma inquieta”

 

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Veja mais fotos de Sarah na galeria;
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