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    É com imenso prazer que todos os meses reservamos esta página para divulgar os talentos artísticos da nossa cidade e da nossa Região, pois acreditamos que essas pessoas, mestres nas artes plásticas, gráficas, fotográficas, artesanais, musicais e literárias são responsáveis por tornar nossas vidas bem mais sensíveis, alegres e interessantes.

RUI AMARAL

UM ARTISTA  DEFENSOR DO GRAFFITI E DA ARTE MURAL

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       Desde a Pré História, os homens primitivos maravilhados com as cores e formas que Deus colocou na natureza, tentaram registrá-las nas paredes de pedra de suas moradas. Assim, usando pigmentos naturais de sangue, carvão, minerais, vegetais e gordura animal gravaram nelas seus desenhos representando a vida cotidiana, a caça, os animais e seus rituais.

    Essas pinturas rupestres atravessaram o tempo e hoje são consideradas tesouros arqueológicos por estudiosos e turistas. Entre as mais famosas encontradas estão as da Indonésia, na Ásia (Sulawesi - com cerca de 67.800 anos, considerada a mais antiga do mundo); na Europa, são as da França (Chauvet e Lascaux -  com cerca de 32.000 anos) e na Espanha (as de Altamira e El Castillo).

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Pintura rupestre em Altamira,
na Espanha
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Animais na Caverna de Chauvet, França
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Serra da Capivara, Piauí, Brasil

      Nas Américas, temos no Brasil: as do Parque Nacional da Serra da Capivara no Piauí (o maior e mais antigo acervo das Américas, datado entre 17.000 e 50.000 anos atrás); do Parque Nacional do Catimbau (Pernambuco- sítios com mais de 6.000 anos); do  Lajedo de Soledade (Rio Grande do Norte- com inscrições de 3.000 a 10.000 anos; em Peruaçu e Lagoa Santa (Minas Gerais) e no Parque Nacional do Itatiaia (Rio de Janeiro -  (a mais de 2.300 metros de altitude.) São também famosas as do Parque Nacional Cotubanamá, na República Dominicana (nas províncias de La Altagracia e La Romana); o sítio arqueológico Cueva de Las Manos, em Santa Cruz, na Argentina (com pinturas executadas entre os anos 13 mil a 9 mil e 500 anos a.C. pelos possíveis ancestrais do primeiro povo Tehuelche da Patagônia); e as da Sierra de San Francisco, Baja California no México (100 a.C. a 1300 d.C.)

        O homem atual ainda hoje usa as paredes para expressar sua arte ou suas mensagens visuais; sendo algumas autorizadas pelas administrações municipais - como as artes murais e os grafites; e outras não autorizadas - como as pichações e protestos; pois as paredes e os muros  urbanos  oferecem um amplo alcance visual para todos os que querem se expressar por meio das palavras ou  pinturas artísticas.

      Neste mês, trazemos aqui o artista gráfico e pintor muralista, Rui Galvão de França Amaral - neto de Edgar e Anna Galvão de França e filho de Luli e Antonio Sampaio Amaral – já falecidos e sócios antigos do Jahu Clube.  Rui Amaral, como é conhecido artisticamente, reside em São Paulo e há quarenta anos se dedica às artes visuais- principalmente à arte muralista e ao reconhecimento do grafite como arte urbana e patrimônio oficial da cidade. Tem um estilo único e marcante de se expressar. É um apaixonado por formas e cores alegres e gosta de compartilhar essa alegria com as pessoas que transitam nas ruas por meio de painéis coloridos sobre muros escurecidos pela fuligem urbana.

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Rui, com os dois filhos, as noras e o neto Martim
BICUDO-Primeiro toy art brasileiro feito em vinil POR JUAN mUZZI.jpg

       Rui foi o criador do simpático Bicudo - Primeiro toy art brasileiro, que ganhou forma em vinil na produção de Juan Muzzi. Aqui, abaixo, para os leitores um pouco do trajeto e da obra desse artista versátil em múltiplas atividades artísticas - que retiramos de seu portfólio:

      “Rui Galvão de França Amaral, conhecido como Rui Amaral é um artista visual, muralista e artista multimídia, reconhecido como um dos pioneiros do movimento do graffiti no Brasil. Sua trajetória integra experimentação pictórica, prática mural e pesquisas visuais que atravessam pintura, fotografia, vídeo e processos gráficos, conectando a força da rua ao campo da arte contemporânea. 

    Foi um dos criadores do Beco do Batman, na Vila Madalena — hoje referência internacional de arte urbana — e um dos idealizadores da pintura da Avenida 23 de Maio, intervenção que transformou a paisagem da cidade e teve repercussão mundial, consolidando São Paulo como polo global de muralismo contemporâneo.

     Formado pela FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, foi aluno de Nelson Leirner, Regina Silveira, Evandro Carlos Jardim e Júlio Plaza, mestres fundamentais para sua formação crítica, técnica e experimental. Em 1983, atuou como monitor da Bienal de São Paulo, ampliando seu contato com a cena internacional. No mesmo período, recebeu convite de Pietro Maria Bardi para expor no MASP, marco decisivo na consolidação de sua trajetória institucional.

      Rui Amaral foi também criador do MAR – Museu de Arte de Rua de São Paulo e participou ativamente da construção da Lei do Graffiti, contribuindo para o reconhecimento oficial da arte urbana como patrimônio cultural da cidade

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       Além de sua produção autoral, Amaral é frequentemente requisitado para criação de cenários e elementos visuais de grandes shows, colaborando com artistas como Gilberto Gil, Roberto Carlos e Marisa Monte. Esses trabalhos expandem sua pesquisa para o campo da performance, da música e da construção de atmosferas visuais de grande impacto.

      Sua obra parte das tensões, ritmos e camadas simbólicas do espaço urbano para construir uma poética que articula gesto, memória, crítica social e visualidade. Em murais, telas e trabalhos multimídia, explora cores intensas, figuras expressivas e composições que transitam entre o simbólico e o documental, sempre preservando a energia da rua como força motriz.

Rui Amaral tem seu ateliê em São Paulo

Contato: 55 (11) 9 8405 5580

Instagram: @ruiamaral_

https://www.facebook.com/ruiamaral

Veja na galeria um pouco do trabalho de Rui Amaral

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