JORNAL DO

Jahu, outubro de 2026
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COMPARTILHANDO
As crianças merecem bem mais do que um mês dedicado a elas, pois dão encanto e alegria às nossas vidas e às nossas famílias em todos os meses do ano. Que Deus as proteja para que nunca lhes falte amor, saúde, segurança e tenham uma infância feliz. Colocamos aqui e na página um alguns poeminhas da melhor literatura infantil brasileira para que os pais compartilhem com elas ensinando-lhes o prazer da leitura.
QUANDO ELES SOUBEREM Maria Dinorah
Os meninos que brincam,
Talvez não saibam não
Que há meninos na luta
Por um pouco de pão.
Os meninos que estudam,
O fazem sem notar
Que há meninos sonhando
com poder de estudar.
Há meninos, com tudo,
A viver muito bem,
Que talvez não entendam
Por que tantos não têm.
E há meninos vivendo
O momento de paz
Sem querer perceberem
Do que a guerra é capaz.
Mas quando eles souberem,
Tudo isso vai passar
Pois está nas crianças
O poder de mudar.

QUEM SOU EU?
Pedro Bandeira
Eu às vezes não entendo!
As pessoas têm um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.
Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?
Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.
Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!
Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!


DOIS NOVOS LIVROS PARA OS LEITORES DA CIDADE
Veja os convites
Neste mês de outubro dois novos livros serão lançados na cidade, No sábado, dia 3, o livro "PORQUE VIVEMOS POR FÉ!" da autora RUTH NACIMENTO.
A tarde de autógrafos acontecerá às 15 horas no Espaço Cultural Rachel Cesarino de Moraes Navarro, Rua Rui Barbosa 174
No dia 28 de outubro será a vez
do lançamento do livro "POR UM BRASIL MAIS HUMANO" pela
11 Editora - de autoria de MARIA REGINA PAVANELLI BRANDÃO, às 9 horas, na Vila Flora, Travessa José Varíssimo 210


A COOPERAÇÃO DOS LEITORES

PRIMAVERA
Therezinha Carvalhaes de Paiva Prado
Terra fofa, chuva delicada,
sol da manhã...
Raízes trabalhadeiras
e caules suculentos
transportando seiva nutritiva
para o desabrochar da natureza.
Pétalas coloridas criadas no mistério
das mãos divinas!
Ah, como é bom estar na Primavera!
Ipês amarelos, roxos.
Violetas, rosas, azuis...
apertadinhas na disputa de espaço
em vasinhos encantadores...
Vencedoras de lutas
no mais secreto berço de pura beleza!
Azul, rosa, branco, carmim,
laranja, vermelho vivo!
Ah! As cores!
Que fascínio exercem sobre mim!
- Quero todas!
Tudo na linda companhia
das mais belas e variadas folhas
De formatos, texturas
e tonalidades incríveis de verdes...
Sustentadas por galhos, caules e troncos
Amados e respeitados
Por nossos olhos e corações.

CONSOLO
Maria T. Arruda Galvão de França
É em momentos
de emoção
e de silêncio,
que a solidão
vem sorrateira.
Chega e se apossa
do coração
de tal maneira
que fere e invade
- pois junto dela
traz a saudade!
E num momento
assim, de pranto
e sofrimento,
que um consolo
inesperado
suavizou
meu coração:
a pressão leve
da pata erguida
logo seguida
de uma lambida
quente e suave
na minha mão;
a testa franzida,
o olhar amigo
e preocupado
do meu amado
e pequeno cão.

O DESCANSO DA DECISÃO
Frei Jaime Bettega - Capuchinhos/RS
Enviado por Adriana Murgel
Bom dia! Acordando com disposição... Estamos na primavera, mesmo que o clima nem sempre esteja em sintonia com o calendário... As exigências do mundo aumentam cada vez mais... O segredo é manter a paz interior e resolver somente o que estiver ao nosso alcance... Feliz dia! “há cansaços que só passam com decisões.” (@passarinhos_no_telhado).
Não são poucas as vezes que falamos de um cansaço que nos acompanha. Quando o cansaço é físico, uma boa noite de sono resolve tudo. Mas quando é um cansaço gerado pela decepção e desmotivação, aí a coisa é mais séria.
Em muitos dias, o corpo se deita, mas a conversa adiada continua andando pela casa. Repete argumentos, antecipa reações, procura uma saída que dispense qualquer desconforto. Quando amanhece, estamos cansados de algo que nem chegou a acontecer.
Existem preocupações que se prolongam porque uma decisão permanece suspensa. Sabemos que a rotina precisa de mudança, que um compromisso ultrapassou nossas condições ou que uma relação pede esclarecimento. Ainda assim, esperamos que o tempo resolva sozinho o que necessita de nossa participação. Nem todo cansaço nasce daí, e o descanso continua sendo um cuidado indispensável.
Mas vale escutar com sinceridade o que volta a pesar mesmo depois de uma pausa. Talvez a exaustão esteja ligada ao esforço de sustentar um sim que já perdeu a verdade. Decidir, nesses casos, não exige pressa. Exige discernimento para reconhecer o que é possível, quais responsabilidades estão envolvidas e que ajuda será necessária.
Há mudanças que precisam ser preparadas com calma, sobretudo quando outras pessoas dependem de nós. A fé acompanha esse trabalho paciente. Diante de Deus, podemos apresentar o medo de desagradar, a culpa de escolher e o desejo de continuar amando sem abandonar a própria vida. A oração não toma a decisão em nosso lugar, mas pode tornar mais claro o compromisso que estamos dispostos a assumir.
Uma conversa marcada, uma tarefa repartida, um limite explicado com respeito já introduzem movimento onde havia apenas repetição. O alívio talvez venha aos poucos, junto das providências que ainda serão necessárias. Mesmo assim, algo muda quando a vida encontra direção. O coração já não precisa gastar toda a sua energia mantendo abertas possibilidades incompatíveis. E o repouso pode voltar a ser repouso, com a quietude de quem começou a cuidar daquilo que tantas noites permaneceu sem nome. Bênção! Paz & bem! Santa alegria! Abraço!

CONFUSÃO
Antonio Sampaio Amaral Filho
Outro dia tive o segundo caso de confusão mental na minha vida. Informações que vieram de um jeito, ao mesmo tempo que outras vieram de outras maneiras, acabaram por criar uma confusão na minha cabeça.
Fui conversar com a pessoa que faz a limpeza da casa e falei para ele colocar o lixo para fora, pois é na sexta feira que o caminhão passa. Ele olhou no meu olho e disse: - mas hoje é sábado. Eu retruquei, afirmando mais uma vez que era sexta e ele deu uma risada e fez a tréplica final: hoje é sábado!
Fiquei atônito com a certeza dele, confrontando a minha certeza. Fui até o computador, entrei na agenda eletrônica e estava lá. Era sábado! Percebi minha confusão e fui logo comentar com os de casa. Não estava acreditando no que tinha acontecido.
Quando abri este texto, dizendo que esta foi a segunda confusão, deixei claro que era mental, porque confusão, confusão mesmo, já participei de várias. Claro que nada tão grave ou perigosa, mas algumas foram bem ..., eu diria, estimulantes.
Molecão, fui pegar a bola que caiu na casa do vizinho. Para não demorar, pois o futebol no quintal não poderia esperar, fui logo pulando o muro. Mas destino é destino. Foi só estar do outro lado da parede, que a mulher do vizinho abriu a porta. Saí esbaforido, que nem um foguete.
Outras confusões foram um pouco mais sérias. No final da ditadura militar eu estava à noite na faculdade onde estudava e de repente ela foi invadida pela polícia. O secretário de segurança vociferava em altos brados para prender todo mundo e assim foi feito. Todos os alunos passaram por uma triagem e quem era da escola foi dispensado. Os de outras faculdades foram colocados em ônibus e levado à delegacia. Uma confusão internacional.
Confusões como brigas ou empurra-empurra foram algumas, mas nada que um bom gelo ou a interferência da turma do “deixa disso” não tivesse resolvido. Nenhuma deixou marca, só lembranças.
Voltando à confusão mental, eu diria que a primeira foi divertida. Eu acho que estava no colegial ou no começo da faculdade. Sei lá porque motivo achei que meu aniversário era no dia 27 de maio. Como estava lendo o jornal, fui ver quais eram as previsões do meu horóscopo. Fui para meu signo que estava acostumado a ver e vi, que ele não estava certo com a data do meu nascimento. Foi um baque! Durante anos eu achei que meu signo era Touro e naquele momento vi que sempre tinha olhado o signo errado. Eu era Gêmeos! Quanta coisa lida na sessão de horóscopo e que em um segundo, tinha virado pó.
Por sorte esta confusão durou poucos minutos e logo lembrei que meu aniversário era no dia 17, portanto, eu realmente era de Touro. Falei um Ufa! Peguei o jornal de novo e fui ler o meu signo verdadeiro. Era quase tão certo como o outro. Achei o máximo.
Agora que estou ficando mais velho, as vezes penso nas confusões que vou viver daqui há um tempo. Vou fazer bagunça com os nomes das pessoas queridas? Será que a mistura das datas e dos momentos ficarão mais presentes? Será que tudo vai virar uma confusão? Tenho pena é de quem estiver perto, afinal este tipo de confusão, confunde os outros, isto sim!

