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         Neste mês escolhemos para comemorar o romantismo  das noites juninas frias e estreladas e dos enamorados - a encantadora modinha de viola de José Maria de Abreu e Francisco Mattoso “Vingança” na deliciosa voz de Mônica Salmaso; e também uma das canções mais românticas do mundo: “Solamente uma vez”  de Agustín Lara.             Abaixo um pouquinho da vida de Agustín Lara - o compositor mexicano das canções eternas  conhecidas no mundo todo.

AGUSTÍN LARA -

O COMPOSITOR DOS BOLERÕES ETERNOS

 

        O cantor e compositor mexicano Ángel Agustín María Carlos Fausto Mariano Alfonso Rojas Canela del Sagrado Corazón de Jesús Lara y Aguirre del Pino, mais conhecido como Agustín Lara, nasceu em Tlacotalpan,  no México, em 1897.   Compôs  mais de 700 canções, na maioria boleros,  como Maria Bonita, Amor de mis Amores, Aquel amor, Noches de Ronda

      Ainda era criança quando mudou-se com a família para a capital do país. Depois da morte de sua mãe, Agustín e seus irmãos viveram em hospício administrado por sua irmã mais velha, chamado Refugio Aguirre del Pino, onde ele teve seu primeiro contato com a música.

      A primeira composição de Agustín foi "Marucha”, em homenagem ao seu primeiro amor. Em 1927 ele já trabalhava em cabarés. Em 1929. começou a trabalhar com o tenor Juán Arvizu, como compositor e acompanhante. Em setembro de 1930, iniciou uma bem-sucedida carreira no rádio. Ao mesmo tempo, atuava e compunha músicas para filmes.                  Viajou para Cuba e depois pela  América do Sul, sempre compondo . A canção “Solamente una vez” foi feita em Buenos Aires e dedicada a José Mujica, “Veracruz”, “Tropicana” e “Pecadora” torná-lo-iam ainda mais famoso

     Lara também foi conhecido por suas conquistas amorosas, entre elas Maria Félix, sua futura esposa e a quem dedicou várias canções, como “Maria Bonita”, “Aquel Amor” e “Noche de Ronda”.      Agustín também tornou-se famoso na Espanha.                                     Em 1965, o ditador Francisco Franco lhe deu uma linda casa em Granada, por causa das composições com temas espanhóis, como “Toledo”, “Granada”, “Seville” e “Madrid”. Agustín Lara recebeu ainda várias outras honras e condecorações em outros países do mundo.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Agust%C3%ADn_Lara

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Detalhe do Monumento a Agustín Lara, em Madri, esculpido  pelo artista mexicano Humberto Peraza  
A COOPERAÇÃO  DOS LEITORES
 

VAZIO DA ESPERA

Gabi Soares

 

Deixa pra amanhã e o plano se consome,

O amanhã vira a falta do que ontem não tem nome.

O tempo vira um vácuo no amanhã que nunca prometeu,

Um espaço de incerteza onde o agora se perdeu.

Mas dê o que é bom, evite o nó do arrependimento,

Esse laço curto que amarra o hoje ao sofrimento.

Dê o que há de melhor, sem adiar o momento,

Pois a vida é sopro e se esvai com o vento.

O amor tem sede, o amor tem pressa e sede do agora,

Enquanto no silêncio a demonstração se afoga e chora.

O amanhã é a colheita de uma amarga sentença

O gosto amargoso de quem viveu na ausência.

Ontem: uma bússola em desatino, desorientada.

Hoje: uma ampulheta de vidro, toda quebrada.

Amanhã: o arrependimento em uma existência vã,

Pelo ontem que morreu esperando o amanhã.

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MORADORES DE RUA

Roseli Martins.

 

Se conselho fosse bom

Dinheiro eu ia cobrar

O custo é muito baixo

Não vale a pena tentar

Se você quiser conselho

E isto que vou lhe dar

 

Você se acha capaz

De uma família formar?

Tem uma vida confortável

E tem casa pra morar.

Lembre-se que o amor

está em primeiro lugar.

 

Você,  papai ou mamãe

Não deixe a chance passar

Abrace e beijo seu filho

Toda hora sem parar

Mais tarde esse carinho

Pra você irá voltar

Controle a ignorância

Não deixe em seu peito crescer

Um coração de pedra

que mesmo assim sem saber

você castiga seu filho

que não pediu pra nascer.

 

Talvez por falta de apoio

Ou estrutura familiar

Os jovens estão se perdendo

É lamentável notar

Abandonam a família

E na rua vão morar

 

Vendo toda essa gente

Morando hoje na rua

Penso de quem é a culpa

Será que é minha ou sua?

Enquanto não há solução

A pergunta continua

 

Que a miséria chegue ao fim

É o maior desejo meu

Olhar pra minha cidade

E ver o que aconteceu

Ruas e praças serenas

E poder dizer: valeu!

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MAGOA NÃO

Rafael Galvão

 

Pensou que tinha magoado

Magoa não

Do lado de cá

Do outro lado da vida

Onde a razão trupica no amor

Nesse coração desmedido

Que pulsa forte sem pensar

Cabe tanta coisa, tanta gente

Que o sertão de meu peito

Estiado de dor

Já arado

Rastelado

Pelos amores desfeitos

Por vezes imperfeitos

Magoa mais não

HOJE

Rafael Galvão

 

Hoje eu decidi

Não criar polêmica

Não fazer escarcéu

Não amar quem eu amo

Um pedaço do céu

Hoje sirenes não me ferem

Ouvidos egoístas

Ao léu

SODADE

Maria T. Arruda Galvão de França

 

Quando a sodade me abraça

e machuca como quê;

ah, meu Deus... Como eu quiria,

quiria vortá no tempo;

tá no lado de vancê!

 

Tá no lado de vancê

e pertinho do seu calô.

Que óia, este mês de junho

tá frio qui inté faz a gente

se encoiê sem senti dô.

 

Ah, meu Deus, como eu quiria,

quiria vortá no tempo;

tá no lado de vancê

onde frio nunca sentia.

Memo que vento assobiasse,

na madrugada geasse

ou chuva rodopiasse.

 

Ah meu Deus, como eu quiria

tá do lado de vancê,

do seu sorriso rasgado,

do seu oiá paixonado

quando ao som de uma viola

ocê garrava a cantá

Ai sôdade, vai simbora,

si não cê vai me matá!

DAR VOZ AO QUE VIVE

Frei Jaime Bettega - Capuchinhos/RS

Enviado por Adriana Murgel

 

 

     Bom Dia! Acordando aos poucos... A leveza do sábado nos permite um tempo maior para fazer as pequenas coisas que sempre ficam para trás... Os dias são repletos de solicitações e ocupações e o coração, às vezes, é esquecido... Cuidar dos afetos é importante e necessário... Feliz dia! “Perdi muito tempo até aprender que não se guarda as palavras. Ou você as fala, as escreve, ou elas te sufocam.” (Clarice Lispector).

      As palavras são mais do que palavras. Aprendi a respeitar cada palavra que escrevo, pois são portadoras de vida. São elas que expressam o que penso e sinto. Mas existem palavras que nascem leves e outras que carregam o peso de tudo aquilo que ficou tempo demais guardado. O coração humano possui uma tendência silenciosa de esconder sentimentos, pensamentos e dores na tentativa de evitar conflitos, proteger relações ou até fugir da própria vulnerabilidade. No entanto, aquilo que não encontra espaço para existir dentro da alma não desaparece. Apenas se acumula. Aos poucos, o silêncio deixa 

de ser abrigo e começa a se transformar em sufocamento interior. Há emoções que precisam ser acolhidas através da palavra.

       Deus nos deu a capacidade de comunicar não apenas ideias, mas também aquilo que vive profundamente dentro de nós. Falar, escrever, expressar, tudo isso também é uma forma de libertação. Quando sentimentos permanecem presos por muito tempo, acabam pesando mais do que deveriam. E então, o coração se torna cansado sem entender exatamente por quê. Não se trata de dizer tudo impulsivamente, nem de transformar toda dor em exposição. Existe sabedoria no discernimento. Mas também existe adoecimento quando a alma perde a coragem de dar nome ao que sente.          

      Algumas palavras curam porque organizam o interior. Outras aproximam porque finalmente revelam aquilo que o silêncio escondia. Há encontros que só se tornam verdadeiros quando alguém encontra coragem para falar com autenticidade. Aos poucos, o coração aprende que guardar tudo não é força, muitas vezes é apenas medo. E o medo aprisiona aquilo que precisava respirar.

     Quando a palavra encontra seu lugar, algo se alivia por dentro. A alma recupera espaço, o peso diminui e a vida volta a circular com mais verdade. Porque sentimentos não foram feitos para permanecer eternamente escondidos. Eles precisam encontrar caminhos para existir sem destruir o interior de quem os carrega. E é nesse movimento de dar voz ao que vive dentro que o coração aprende a respirar novamente com mais liberdade, mais verdade e mais paz diante de si mesmo e de Deus. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

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UMA VISÃO ADORÁVEL

Autor desconhecido

Enviado por M. Albertina de Arruda Galvão de Barros

 

   Uma professora pediu aos alunos que escrevessem sobre o que gostariam de ser no futuro... e o que não gostariam.    

    A resposta de um garotinho arrancou um grande sorriso de todos. 

     Em sua imaginação ingênua, tornar-se um idoso parecia a fase mais feliz e prazerosa da vida! O garotinho escreveu:

       "Não quero ser presidente,

médico, ou cientista... Nada disso.

        Meu maior desejo é ser um idoso porque parece ser a fase mais divertida! 

       Porque meu avô: pode acordar tarde. 

      Pode tirar um cochilo quando quiser.

      Pode assistir TV em paz e dormir cedo. 

       Não tem lição de casa, nem provas.

       Se não tiver trabalho, pode simplesmente sentar embaixo de uma árvore e aproveitar a brisa fresca, ou ir ao parque jogar xadrez com os amigos.

     Ele pode jogar videogame o quanto quiser e ninguém reclama.

     Café de manhã, chá à tarde, leite à noite - a vida é maravilhosa!

     Nos ônibus, pessoas gentis até lhe oferecem um assento.

     Ele pode comer o que quiser porque ninguém o impede.

     Ele pode fazer o que gosta - cantar, dançar, desenhar, tocar piano ou trompete, escalar montanhas ou fazer trilhas.

     E se tiver dinheiro no bolso, pode viajar para onde quiser!

 

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