JORNAL DO

Jahu, setembro de 2026
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COMPARTILHANDO
É comum quando pensamos na primavera nos lembrarmos de quanto suas flores coloridas já inspiraram belas canções românticas. Hoje compartilhamos aqui duas canções que atravessaram o tempo: Rosa Morena com o inesquecível cantor e compositor Dorival Caymmi e a bela composição de Capiba e Carlos Pena Filho na voz de Capiba
Bem perto de eleições - tão importantes para o nosso país; compartilhamos este pequeno e instigante texto do escritor, dramaturgo e poeta alemão
BERTOLD BRECHT ( 1898 / 1956 ).
O ANALFABETO POLÍTICO
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
O LANÇAMENTO DE DOIS NOVOS LIVROS

Com edição do Grupo Fazio Editorial, a Academia Jahuense de Letras comemorou seu 17º. Aniversário com o lançamento da “Coletânea de Textos Acadêmicos e Literários”. A coletânea reúne trabalhos literários dos membros da Academia em contos, crônicas, poesias e ensaios.
Participam da coletânea os escritores: Adão Levorato; João Castro; Dirceu Barbosa; Antônio Reginato; AntônioVieira; Edimilson Eufrásio; Marisa Caños; Hector da Silva; Fabrício Cerini; Marília Massetto; Carlos Martins; Shirley Spernega; Ivy Rodrigues; José Barbieri; Luis Carlos C. Prado Jr.; Marília Tosta; Antônio Faiz; Elisabeth Watanabe: Giovana Gaeta e Silvia Pereira

Também pela Editora Fanzio o autor Gabriel Ryan Costa, de 20 anos, mostra seu talento na literatura lançando o livro “Namorada Perfeita” - romance que chega em edição física, com venda direta pelo autor e em formato digital pela Amazon Kindle.
A obra conduz o leitor por uma narrativa envolvente, de forte apelo emocional, em que amor, idealização, suspense, tensão psicológica e segredos se entrelaçam em uma trama construída para provocar reflexão.

Contato:
Whatshapp 55 14 99846-8663- https://www.amazon.com/author/gabrielryancosta; https://linkfly.to/gabrielryancosta
A COOPERAÇÃO DOS LEITORES

ENTRE LUTAS E VÔOS
Jussara Cristina Pinto Costa
Muitos culpam o destino,
pelo desatino,
de não querer lutar.
E assim vão seguindo,
como pássaros com asas,
com medo de voar.
Quando se dão conta,
o tempo que só apronta,
tirou a oportunidade,
de poder voltar.
Não espere o destino,
Faça acontecer,
Siga seu caminho,
sem se arrepender.

A jovem Sara Fernanda Costa, de 17 anos , gosta de dançar, cantar, pintar, tocar piano, e já demonstrou que tem talento para as artes, expondo seus trabalhos de pintura e desenho durante as comemorações do 17º. aniversário da Academia de Letras de Jahu.
Veja alguns de seus trabalhos na galeria abaixo





CONTRASTE
M.Rosarita Di Giacomo e Auler
Alma errante,
que viaja a todo instante
Alma errante,
que caminha sem cessar
Alma errante
de um ser pensante
Que passeia
por campos verdejantes
Livre a sorrir e a sonhar.
Vida enquadrada,
dirigida, programada
Vida estagnada, computada, esquematizada
Vida que num contraste cruel
e estonteante
Carrega e sufoca esta alma errante
Que foi só feita para voar...
MAGOA NÃO
Rafael Galvão
Pensou que tinha magoado
Magoa não
Do lado de cá
Do outro lado da vida
Onde a razão trupica no amor
Nesse coração desmedido
Que pulsa forte sem pensar
Cabe tanta coisa, tanta gente
Que o sertão de meu peito
Estiado de dor
Já arado
Rastelado
Pelos amores desfeitos
Por vezes imperfeitos
Magoa mais não

MEU VÍCIO
Maria T. Arruda Galvão de França
Meu vício é versejar
e seguir na vida a cantar;
se hoje, meu verso é triste
na verdade essa tristeza
é um retrato da saudade,
da alegria e da certeza
de tanto amor que já tive.
E versejar a saudade
é um privilégio de quem
já sentiu o coração
pleno de felicidade.
E versejar é cantar,
deixar a vida mais leve,
fazer a tristeza breve,
retirar da alma o pranto
e deixar fluir em canto
o que machuca, sufoca,
quando o coração transborda
de saudade e solidão.
É reviver nas lembranças;
é relembrar alegrias,
é reforçar a esperança,
a fé e a gratidão.
Meu vício em versejar
é olhar a vida à volta
cheia de brilho, alegria,
de colorido e poesia.
É meu jeito de encontrar
a paz para continuar,
a força para seguir,
emoção para viver
e amor para dividir.


VELHOS AMIGOS
Autor desconhecido
Enviado por Rosarita
Di Giácomo e Auler
O Elefante já conhecia quase todos os caminhos da savana. Sabia onde a água descansava depois das chuvas, onde a terra rachava no calor, onde a sombra chegava mais cedo e onde o vento trazia cheiro de perigo.
Tinha vivido muito, perdido muito, aprendido muito. Ainda assim, numa manhã dourada, fez ao pequeno pássaro uma pergunta que lhe pesava no peito: “Por que os velhos amigos são tão especiais?”
O pássaro pousou num galho baixo e ficou olhando o Elefante com ternura.
“Porque eles se lembram de partes suas que o mundo esqueceu.”
O Elefante não entendeu de imediato. O pássaro continuou:“Um amigo novo conhece sua força. O velho amigo conhece suas quedas. O amigo novo admira sua presença. O velho amigo sabe quantas ausências você precisou vencer para continuar de pé. O amigo novo vê o tamanho do seu corpo. O velho amigo guarda o tamanho da sua história.
O Elefante abaixou a cabeça, tocando a relva com a trompa. Lembrou-se de antigas travessias, de rios difíceis, de noites frias, de companheiros que caminharam ao seu lado quando ele ainda não era sábio, nem sereno, nem forte como parecia.
Lembrou-se de quem o viu errar sem deixar de amá-lo. De quem esperou seu passo lento. De quem reconheceu sua tristeza antes que ele dissesse qualquer palavra.
“Então os velhos amigos são memória?”, perguntou.
“São mais do que memória”, respondeu o pássaro. “São testemunhas. Eles provam que você não nasceu pronto. Eles viram sua alma sendo escrita aos poucos.”
O Elefante fechou os olhos. Pela primeira vez, compreendeu que certas amizades não envelhecem. Apenas criam raízes mais fundas.
E, desde aquele dia, sempre que encontrava um velho amigo, não dizia apenas “que bom te ver”. Dizia em silêncio: “Obrigado por ainda saber quem eu fui, enquanto eu aprendo quem posso ser.”

A MEDIDA CERTA
Frei Jaime Bettega - Capuchinhos/RS
Enviado por Adriana Murgel
“A gente é aquilo que dá conta de ser. Nem mais, nem menos. Entender isso diminui o peso das cobranças diárias.” (@passarinhos_no_telhado). Além da auto cobrança, somos continuamente avaliados pelas pessoas que nos rodeiam. Há tempo compreendi que precisamos estar em paz em nosso íntimo para conviver harmoniosamente com os que dividem os dias conosco.
Realmente somos o que damos conta de ser. Ter consciência das limitações é um passo necessário para alcançar a paz. As cobranças sempre existirão. Fazer o que estiver ao alcance e seguir em frente. Mas há dias em que a vida pede mais do que conseguimos oferecer. Queremos dar conta de tudo, responder bem a todos, manter serenidade, produtividade, alegria, fé e disposição, como se o coração fosse uma fonte inesgotável. Mas somos humanos. Temos limites, histórias, cansaços, medos e tempos internos que nem sempre acompanham
a velocidade das exigências. Reconhecer isso não é desistir de crescer. É apenas parar de violentar a própria alma com cobranças que não respeitam a realidade.
A gente é aquilo que dá conta de ser em cada etapa. Às vezes, o possível é pouco aos olhos de fora, mas é imenso para quem conhece a travessia por dentro. Deus não nos olha com a régua impaciente do mundo. Ele conhece o peso que carregamos, as batalhas que não aparecem, as dores que continuamos administrando em silêncio. Por isso, há uma misericórdia profunda em aceitar o próprio limite sem transformá-lo em culpa. Isso não significa acomodação, mas verdade. Crescer exige honestidade, e a honestidade começa quando deixamos de fingir força o tempo inteiro.
As cobranças diárias perdem poder quando aprendemos a distinguir responsabilidade de excesso. Nem tudo precisa ser perfeito. Nem tudo precisa ser agora. Nem tudo depende exclusivamente de nós. Há dias em que fazer o necessário com o coração possível já é uma forma bonita de fidelidade.
Aos poucos, a alma vai encontrando uma medida mais justa. Trabalha, ama, serve e recomeça, mas sem se destruir para caber em expectativas desumanas. Deus também habita esse lugar simples onde aceitamos ser gente, não máquina. E quando a pessoa compreende isso, respira melhor. O peso diminui, a culpa se aquieta e o coração descobre que ser inteiro não é ser sem falhas, mas viver com verdade dentro da própria medida. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

