JORNAL DO

Jahu, janeiro de 2026
JORNAL DO

Jahu, janeiro de 2026
Nesta edição, nas páginas:

4- ALBERTO RIBEIRO

6 - CLÁUDIO SPRITZER

7 - MANOEL SABATINO
NOTÍCIAS DO CLUBE
Os campeões: Brunão; Allan; Du Moretto; Matheus; Felipe; Rafael; Guilherme; Carlos e Kaylan

A FINAL DO CAMPEONATO BOXGLASS JC 25
Os atletas do futebol fecharam o ano com muita garra usando a agilidade física e a alegria contagiante de suas equipes no compartilhamento da força de seus passes, dribles, pênaltis e gols. A bola rolou forte pelo gramado do clube até a final do Campeonato Boxglass JC 25, no dia 13 de dezembro, quando o Time Campeão foi Morelli Contabilidade e o Vice Campeão Sormani Advocacia.
A cerimônia final, com 80 sócios presentes, terminou com uma divertida chopada, banda de pagode e canções sertanejas.
Foram patrocinadores desse Capeonato as empresas: Boxglass (patrocinadora Master); Berro Odontologia; Jahu Auto Peças; RJ Turbo e Aspirado; Seteprint Comunicação Visual; Sormani Advocacia; Morelli Contabilidade; Hipica Da Mata; Mecânica Diesel e Rigdom Troféus;
A cobertura digital foi da Criatirex Marketing e a organização do Jahu Clube, de Guilherme (da Criatirex Marketing) e do Buteco do Miguel. As fotos dos jogadores
nos foram gentilmente enviadas por Guilherme Carioca da Criatirex Marketing.





MENSAGEM
A celebração do Natal de Jesus sempre traz uma mensagem de Paz para todos nós. Neste ano que passou quando as guerras destruíram tantas vidas e quando a política dividiu tantas famílias e amigos, a equipe deste jornal, a Diretoria e o Conselho do clube desejam e rezam a Deus para que neste 2026 a Paz reine no mundo e sobre as famílias dos associados, funcionários e leitores. Que também todos sejam abençoados com saúde, muitos momentos felizes e tenham seus sonhos realizados.
A Paz é o motivo porque escolhemos para compartilhar hoje a duas belas canções: a Oração de São Francisco (Cantus Cristus) e o Canto da Simplicidade de S. Francisco - composto por João Reis
COMPARTILHANDO
A passagem dos anos na visão dos poetas:
Fernanda de Castro, Carlos Drummond de Andrade e Rui Barbosa
OS ANOS SÃO DEGRAUS
Fernanda de Castro
Os anos são degraus, a Vida a escada.
Longa ou curta, só Deus pode medi-la.
E a Porta, a grande Porta desejada,
só Deus pode fechá-la,
e pode abri-la.
São vários os degraus; alguns sombrios,
outros ao sol, na plena luz dos astros,
com asas de anjos, harpas celestiais.
Alguns, quilhas e mastros
nas mãos dos vendavais.
Mas tudo são degraus; tudo é fugir
à humana condição.
Degrau após degrau,
tudo é lenta ascensão.
Senhor, como é possível a descrença,
imaginar, sequer, que ao fim da Estrada,
se encontre após esta ansiedade imensa
uma porta fechada
e mais nada?

CORTAR O TEMPO
Carlos Drummond de Andrade
"Quem teve a ideia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses
dão para qualquer ser humano
se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante
vai ser diferente.

DOIS HORIZONTES
Rui Barbosa
Dois horizontes fecham nossa vida:
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro,—
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais;
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? – Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? – Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.


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