JORNAL DO

Jahu, novembro de 2026
JORNAL DO

Jahu, novembro de 2026
Nesta edição, veja nas páginas:

4 - DILÚ
MELLO

6 - GUILHERMO
DIVITO

7 - JÚNIOR
CAMPOS PRADO
NOTÍCIAS DO CLUBE

O Campeonato Casarão do Calçado continua animando o clube e chega agora à 7ª rodada com equilíbrio e disputa por cada ponto. Leia aqui o relato do organizador do torneio e gentil colaborador deste jornal Bruno Barros:
"O Campeonato Casarão do Calçado Jahu Clube 2026 chega à sua 7ª rodada com uma disputa cada vez mais acirrada. As seis equipes seguem em busca de seus objetivos, e cada ponto conquistado ganha importância na caminhada pela classificação às semifinais. Dentro de campo, a determinação dos jogadores dá o tom de uma competição em que cada confronto pode mudar a tabela".
"A classificação divulgada, com cinco partidas contabilizadas por equipe, demonstra esse equilíbrio. Sormani Advocacia e SetePrint ocupam as primeiras posições, ambas com 12 pontos. Logo atrás aparecem Terruah Açougue Premium e CF Automóveis, com 10 pontos cada. A JS Transporte soma 9 pontos, enquanto a CW Cadeiras tem 7 e busca recuperação para se aproximar das posições de classificação.
Com apenas cinco pontos separando o primeiro do último colocado, a competição mantém as possibilidades abertas. A diferença de somente um ponto entre o quarto e o quinto lugares mostra como a disputa pelas vagas nas semifinais está apertada. Para quem está na frente, o desafio é manter a regularidade; para quem busca subir na tabela, cada partida representa uma oportunidade de reação.
Neste momento do campeonato, concentração, união e comprometimento ganham ainda mais importância. Cada gol, cada defesa e cada esforço coletivo podem fazer a diferença no resultado e influenciar o caminho das equipes nas próximas rodadas."

"Além da busca pelo título, o campeonato valoriza o convívio entre os associados e o espírito esportivo. A participação dos atletas, o apoio dos patrocinadores e o trabalho da organização contribuem para fazer do futebol um espaço de encontro, amizade e integração no clube.
O convite está feito aos associados e familiares: acompanhem os jogos, prestigiem as equipes e tragam sua torcida! Com a classificação tão equilibrada, os próximos confrontos prometem muita emoção e uma disputa intensa até a definição dos semifinalistas."

Time J S Transportes . Veja todos os times do Campeonato na página 8
MENSAGEM
Que o mês de novembro nos traga paz no dia dois junto com as mais doces lembranças das pessoas queridos que já não estão entre nós. Que no dia quinze possamos comemorar nossa República cobrando sempre dos governantes um governo verdadeiramente republicano e democrático; que valorizemos no dia vinte o Dia da Consciência Negra - porque absurdamente ainda existem pessoas preconceituosas e que no dia vinte e dois possamos celebrar com alegria o Dia do Músico - com muita gratidão pela imensa riqueza riqueza musical de artistas brasileiros que alegram e dão emoção às nossas vidas com suas canções.
Hoje compartilhamos aqui uma das mais belas canções do violonista, cantor e compositor Carlos Paraná lançada logo após a sua morte, aos 38 anos, por Marcus Pereira
COMPARTILHANDO
A MORTE E AS EXPRESSÕES ARTÍSTICAS

A morte, tratada pela Ciência como o fim de um ciclo natural, é sempre um tema intrigante em diferentes culturas. Para a sabedoria budista, a morte é aceita tranquilamente como parte integrante da vida. No Ocidente é bem comum a dificuldade de aceitação da morte, porém muitos dos indígenas das Américas: do Norte, Central e do Sul - têm a consciência serena de estarem de passagem nesta terra, transportando a morte como uma ave invisível no ombro esquerdo. Os povos indígenas da região do Xingu, no Brasil costumam celebrar o Quarup - um ritual de homenagem aos mortos ilustres com cantos, comidas, danças e competições.
Para os cristãos, a morte não é o fim, mas o começo de uma outra vida e geralmente celebram o Dia de Finados com silêncio e oração. Já os mexicanos comemoram esse dia com muita festa e alegria. É a celebração da vida de quem se foi e que, inclusive, é “chamado” para participar das festividades.
A morte também já serviu de inspiração para belas e diversas manifestações artísticas musicais - como a canção acima - e literárias como os versos abaixo de grandes poetas brasileiros que a souberam cantar com profundidade e leveza.

QUANDO EU FOR
Mario Quintana
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
INSCRIÇÃO PARA UM
PORTÃO DE CEMITÉRIO
Mario Quintana
Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
MORTE E VIDA SEVERINA (trecho)
João Cabral de Melo Neto
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte Severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

O VAZIO DA AUSÊNCIA ( trecho)
Mano Terra
Que o céu seja o paradeiro,
de todos por recompensa.
Por seu exemplo e presença,
o nosso respeito primeiro.
(...)
Enquanto não chega o meu dia
de partir pro outro lado,
pra juntar-me ao convidados
dessa eterna Sesmaria,
quero ter a serventia
de, ao menos, poder trovar.
E na minha trova, rezar
por todos meus entes queridos
que um dia tenham partido
na frente pra me esperar.
Eu não sei quando me vou,
pois não tem hora marcada.
Quero a alma transbordada
pelas riquezas do amor.
Fortuna que o Deus Criador
reservou a todos mortais
(e são tantos seus sinais):
Só se leva quando parte,
Aquilo que se reparte
E que, ao repartir cresce mais!
CANÇÃO DO TAMOIO (trechos)
Gonçalves Dias
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar.
Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
(...)
Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!
(...)
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.


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