JORNAL DO

Jahu, julho de 2026
JORNAL DO

Jahu, julho de 2026
Neste edição, veja nas páginas:

4 - GUILHERME
DE ALMEIDA

6 - JEAN
MULATIER

7 - JOÃO
MOLAN
NOTÍCIAS DO CLUBE
A Diretoria avisa os sócios que as aulas de dança foram suspensas por terem pouca presença dos alunos. As outras atividades estão todas à disposição dos sócios.
Todos os espaços do clube: a Academia de ginástica, as piscinas as quadras e campinhos estão bem conservados e também à disposição das famílias associadas para curtirem o mês com seus filhos em férias escolares.




MENSAGEM DO JORNAL
Sentimos como estamos longe de uma verdadeira democracia em nosso pais quando rememoramos a luta democrática paulista iniciada em nove de julho de 1032, e tomamos consciência de como vários dos direitos constirtucionais da população não são atualmente respeitados - como quando se emprega o dinheiro público.
Entre as lembranças dessa luta está a marcha francesa Paris-Belfort que se tornou um e símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932. Essa marcha era tocada para despertar o sentimento cívico, levantar o moral dos combatentes paulistas e celebrar a luta pela democracia e por uma nova Constituição.
A marcha Paris-Belfort foi composta durante a Guerra Franco-Prussiana (1870) e acredita-se que chegou ao Brasil por oficiais da Missão Militar Francesa, que vieram instruír a Força Pública de São Paulo no início do século XX.
Durante o levante paulista contra o governo de Getúlio Vargas, a música foi adotada pela população e pelas tropas como uma verdadeira canção de resistência, tornando-se inseparável da memória do movimento. Veja também, nesta edição, o Mausoléu dos Heróis de 1932 na pág. 3 e Guilherme de Almeida – o Poeta da Revolução na pág. 4.
NOSSA BANDEIRA - de Guilherme de Almeida

Bandeira da minha terra,
Bandeira das treze listas:
São treze lanças de guerra
Cercando o chão dos paulistas!
Prece alternada, responso
Entre a cor branca e a cor preta:
Velas de Martim Afonso,
Sotaina do Padre Anchieta!
Bandeira de Bandeirantes,
Branca e rôta de tal sorte,
Que entre os rasgões tremulantes,
Mostrou as sombras da morte.
Riscos negros sobre a prata:
São como o rastro sombrio,
Que na água deixara a chata
Das Monções subido o rio.
Página branca pautada
Por Deus numa hora suprema,
Para que, um dia, uma espada
Sobre ela escrevesse um poema:
Poema do nosso orgulho
(Eu vibro quando me lembro)
Que vai de nove de julho
A vinte e oito de setembro!
Mapa da pátria guerreira
Traçado pela vitória:
Cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!
Tiras retas, firmes: quando
O inimigo surge à frente,
São barras de aço guardando
Nossa terra e nossa gente.
São os dois rápidos brilhos
Do trem de ferro que passa:
Faixa negra dos seus trilhos
Faixa branca da fumaça.
Fuligem das oficinas;
Cal que das cidades empoa;
Fumo negro das usinas
Estirado na garoa!
Linhas que avançam; há nelas,
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.
Desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários;
São sulcos do nosso arado!
Bandeira que é o nosso espelho!
Bandeira que é a nossa pista!
Que traz, no topo vermelho,
O Coração do Paulista!



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